domingo, 22 de março de 2015

Estilos arquitetônicos da Bavaria e do Tirol austríaco inspiram construção da Holzweg



Com o objetivo de criar um ambiente rústico e ao mesmo tempo requintado, os empreendedores Eliete e Jorge Krzyzanowski iniciaram a construção da cervejaria Holzweg, em outubro de 2009. Apesar de não ter experiência em arquitetura e com pouco conhecimento sobre o design de estabelecimentos com esse perfil, o casal já sabia que as grandes inspirações arquitetônicas para o desenho da cervejaria sediada em Lontras viriam da Bavaria e do Tirol austríaco. “Precisávamos de algo que fosse alinhado aos produtos que iríamos oferecer ao nosso público, ou seja, cervejas artesanais de qualidade, que seguiriam a Lei da Pureza Alemã”, conta Jorge.

Os arquitetos Marco Stahnke e Augusto Fornari, amigos da família, foram os responsáveis por traduzir as ideias do casal em um plano concreto. Na obra, foram utilizados tijolos maciços, dimensionados especialmente para esse projeto. A estrutura do telhado foi construía com madeiras roliças de eucalipto - não serradas, apenas desgalhadas -, provenientes de reflorestamento. Como resultado, o estabelecimento de aproximadamente 490 metros quadrados, onde cabem até 48 mesas e cerca de 220 lugares, ganhou um toque arquitetônico germânico, com referência à época da colonização do Vale do Itajaí, em Santa Catarina.





De acordo com o sócio-fundador, a execução do projeto enfrentou alguns desafios, como em qualquer obra. Além da falta de espaço para armazenar e estocar os materiais, a ausência de mão de obra especializada também representou uma grande dificuldade. “Sentimos falta de um mestre de obra também, mas a solução estava em família. Voluntariamente, meu sogro assumiu o desafio e coordenou todo o trabalho”, conta. Após um anos e dois meses de construção, os últimos detalhes do acabamento materializaram-se em dezembro de 2010 e logo depois a Holzweg foi inaugurada.

Para Krzyzanowski, os principais diferenciais do ambiente criado pelo projeto arquitetônico são justamente a combinação entre o tijolo maciço aparente nas paredes e a estrutura do telhado, do mezanino e do guarda-copos, todos de assoalho de eucalipto. “O uso da madeira foi crucial, mas a iluminação também dá um charme romântico ao local, com luminárias de lâmpadas amareladas, escurecidas com proteções leitosas. A sensação é de aconchego e elegância”, conclui.




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