terça-feira, 28 de julho de 2015

Residência que inspirou a criação da Holzweg é patrimônio histórico de Lontras



Aqueles que frequentam a cervejaria Holzweg certamente já repararam na casa localizada ao lado do estabelecimento. Não é à toa. A residência, além de inspirar a criação da cervejaria, é patrimônio histórico de Lontras e chegou conquistar o status de atração turística no município. A construção ainda harmoniza com os estilos arquitetônicos da Bavária e da Tirol austríaco, marcantes na cervejaria.

A casa foi construída em 1923 por membros da família Schroeder, bastante tradicional na região, com recursos próprios e escassos, e por meio de mutirões entre famílias durante os finais de semana — hábito comum àquela época. Segundo os sócio-fundadores da Holzweg, Jorge e Eliete Krzyzanowski, os tijolos foram moldados com argila do próprio quintal e a massa para assentamento e reboco das paredes foi preparada com arenito da região. A pintura também foi feita artesanalmente, com cal virgem e corantes naturais, para realçar as cores das janelas, colunas e portas.



Após 18 meses em restauração, com o apoio do arquiteto Luis Alberto Baldo, de Rio do Sul, Jorge, Eliete e sua família optaram por fazer daquela casa um lar. “A arquitetura germânica sempre nos agradou muito, por isso, ficamos atentos aos detalhes, para não descaracterizar a edificação. Introduzimos algumas alterações que a tornaram ainda mais charmosa, como a lareira na sala e o fogão à lenha na cozinha”, destaca. Desde quando foi tombada como patrimônio histórico, em 2003, a casa figura como ponto turístico não só do município, como do Alto Vale catarinense como um todo, pois trata-se da segunda casa mais antiga de Lontras e a única restaurada nos padrões originais da época.

Além de estar localizada no centro da cidade e próxima a pontos comerciais importantes, a construção também chamou a atenção da família por aspectos como segurança (a infraestrutura do telhado foi construída apenas com pinos de madeira) e o conforto em qualquer estação do ano, por conta das paredes duplas e do pé direito alto. Para Eliete, as características do ambiente remetem à infância e ao modo de vida em que ela e o marido Jorge Krzyzanowski, também sócio-fundador da cervejaria, foram criados. “Boa parte da mobília interna pertenceu aos nossos bisavós, avós e pais, o que nos proporciona muito orgulho, satisfação e conforto”, revela.



Ao virar ponto de encontro da família para confraternizações, foi ali que surgiu a ideia de aproveitar o espaço para construir um estabelecimento para eventos gastronômicos. Diante da paixão pela cultura germânica, cresceu também a vontade de fabricar a própria cerveja e logo a família começou a visualizar um restaurante ao lado da casa. Com a fundação da Holzweg, em dezembro de 2010, o estabelecimento passou a exigir dedicação total dos empreendedores. Assim, morar perto do trabalho passou a ser uma importante vantagem. “Entre a nossa casa e o trabalho há apenas duas nogueiras octogenárias, então tudo fica mais fácil. Além disso, a relação entre a casa, o estabelecimento e o seu público se torna ainda mais pessoal e intimista, o que acredito ser um diferencial”, conclui.







2 comentários:

norberto nistler disse...

Conheço.parabens ao casal.primos de sangue e coraçao

norberto nistler disse...

Conheço.parabens ao casal.primos de sangue e coraçao

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