quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Cerveja Holzweg: o malte é a alma da bebida



A escolha dos ingredientes é fundamental para o resultado final na produção de qualquer bebida ou prato. No caso das cervejas artesanais não é diferente. Entre todos os itens necessários às receitas mais tradicionais, o malte é o mais importante. Trata-se de um cereal, de modo geral a cevada, que passa pelo processo de malteação, no qual a germinação é induzida e interrompida artificialmente.

Na prática, o malte é considerado a alma da cerveja e, por tradição, é combinado com água e lúpulo. Apesar da sua relevância, é preciso admitir: os rótulos das grandes marcas brasileiras não são, na sua maioria, cervejas puro malte. Pelo contrário, muitos deles trazem até 45% do total dos seus ingrediente “cereais não maltados”, como o milho e o arroz.

Malte vs Milho

É possível afirmar que a utilização de cereais não maltados na produção dos rótulos mais populares atende a dois objetivos: produzir cervejas super leves, claras, com o mínimo de amargor e sabor de malte, de modo a manter o padrão do estilo conhecido como “standard lager”; já o segundo motivo é econômico. Ou seja, os adjuntos deixam a cerveja mais barata e, consequentemente, ampliam a competitividade no mercado. Ainda assim, encontramos cervejas puro malte produzidas em larga escala no Brasil, como a Heineken, a Kaiser Bock e a Bavária Premium. 

Já as cervejarias artesanais, independente do estilo produzido, prezam pelo sabor destacado do malte e do lúpulo. Atualmente, a carteira de produção da cervejaria Holzweg conta com os seguintes tipos: Pilsen, Weizen, Premium Lager, Munich e Chope de Vinho. Para Jorge Krzyzanowski, um dos fundadores da cervejaria e responsável pela produção das bebidas, a função do malte é justamente assegurar a qualidade da essência da verdadeira cerveja no que diz respeito à cor, aroma, sabor e consistência do creme. Por isso, a Holzweg utiliza maltes de qualidade superior, nacionais e importados, e preza pela cuidado nas condições de armazenamento e estocagem. “Vale ressaltar a questão da umidade relativa do ar no Alto Vale catarinense, que é extremamente alta, o que nos impede a estocagem do malte por mais de duas semanas, para não comprometer sua qualidade”, observa.



Os maltes da cervejaria Holzweg

Na receita da cerveja tipo Pilsen, constam o malte de cevada Pilsen, oriundo da região serrana do Paraná, além dos maltes de cevada Carapilis e Carrafa, ambos de origem alemã.

A cerveja Premium Lager é elaborado com malte Pilsen nacional e os maltes Munique Caraaroma e Melanoidina, também de origem alemã, assim como a cerveja tipo Weizen, que utiliza malte de tipo tipo claro.

Já o Chope de Vinho é elaborado com malte pilsen nacional, o Carapilis de procedência alemã, além de vinho tinto de castas nobres de parreirais com selo de produção orgânica.



Conheça outros fatos e curiosidades sobre a cevada e o malte

  • A indústria cervejeira exige que a cevada tenha um teor mínimo de 95% de germinação. Se for inferior, o grão segue para a ração animal.
  • A intensidade da seca e da torra é que faz com que o malte adquira características de coloração e aroma, que pode ser de frutas secas, chocolate, café, caramelo, entre outros.
  • De acordo com o processo de fabricação, tem-se diferentes tipos de malte, tais como Deslavado, Pilsen, Viena, Munique, Caramelo, Turfa, Diastásico, Torrado e Preto.
  • No Brasil, quase toda colheita de cevada do é voltada à fabricação de cerveja, seja em escala industrial ou para o crescente mercado das artesanais.

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